domingo, 6 de dezembro de 2009

Colete de Tutankhamon

Uma das obras de ourivesaria mais elaboradas e suntuosas do enxoval de Tutankhamon é certamente o colete, que faz parte do traje de gala do jovem soberano. A jóia, prerrogativa de faraós e divindades, é formada por duas partes, unidas entre si com fechos que deveriam cobrir respectivamente o peito e as costas de Tutankhamon.

Colete Faraó

Sobre uma densa malha de pequenos motivos em formato de gotas, bordada em cima e embaixo com um friso geométrico em ouro e massas vítreas, estão colocadas as alças dianteiras e traseiras do colete. Elas são compostas por uma fila dupla de anéis de ouro com marchetarias centrais em cloisinné e estão ligadas, tanto na frente quanto atrás, a um colar duplo formado por elementos em massa vítrea que imitam várias camadas de pequenas pérolas tubulares e em formato de gota. Da borda inferior do colar, que provavelmente enfeitava o peito do faraó, pende um quadrado trabalhado com incrustações trait d'union com o friso na parte inferior. A cena mostra o deus Amon-Rá, que coloca em Tutankhamon o símbolo do jubileu real e o sinal da vida. O faraó, que  traz sobre si um disco solar com serpentes, é seguido por outras divindades: Atum e Iusaas. O colar dorsal do colete apresenta uma variante: as faixas que o compõem são espaçadas por um quadrado de ouro que contém a imagem de um escaravelho com asas e cauda de falcão, ladeado por duas serpentes com coroas do Baixo e do Alto Egito. Desse motivo decorativo pende uma série de correntinhas com pequenas pérolas, no fundo das quais estão colocadas pequenas flores de papoula, de lótus e umbelas de papiro.

Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto de Silvia Einaudi

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Trono de Tutankhamon

 

Trono de Tutankhamon 

O trono de Tutankhamon foi confeccionado em madeira dourada e remonta aos primeiros anos de seu reinado, traz no espaldar uma vigorosa cena, ainda claramente permeada de influência artística amarniana. O faraó, cujo nome está escrito na forma original de Tutankhamon dentro da cártula, obedecendo ao culto do disco solar Aton, aparece comodamente sentado em um trono com os pés apoiados sobre um pequeno banco com uma almofada. Diante dele, em pé, encontra-se a jovem esposa Ankhespaaton, cujo nome seria transformado em Ankhesenamon após a restauração religiosa e o retorno à ortodoxia amoniana. Minuciosas marchetarias de massa vítrea colorida, pedras duras e prata compõem as duas figuras, que em ambos os casos usam uma suntuosa coroa sobre a curta peruca azul e um largo colar no peito.

 A representação completa é colocada abaixo da imagem protetora do disco solar que, sobre o casal, estende os seus raios que emanam vida. O restante do trono é caracterizado por um delicado entalhe e decorações em marchetaria, dispostos com cuidadoso equilíbrio cromático, como se vê nos braços,decorados com a figura de uma grande e elevada cobra alada que protege, diante de si, a cártula com o nome do soberano.

O soberano veste um longo saiote plissado com o cinto rebaixado na parte frontal, segundo a habitual iconografia do período anterior, enquanto a rainha usa uma longa e fina veste de pregas, que deixa entrever o seu corpo. Ankhespaaton é representada aplicando um unguento (contido na taça que está segurando nas mãos) no ombro do marido, em uma daquelas cenas de intimidade familiar que aparecem exatamente durante o reinado do antecessor Amenófis.

 

  • Material: madeira, folha de ouro, prata, massas vítreas e pedras duras.
  • altura: 102 cm
  • largura 54 cm
  • profundidade 60 cm

Coleção Folha. Grande Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto de Silvia Einaudi

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sarcófago interno de Tutankhamon

A múmia de Tutankhamon, foi colocada em um sarcófago em ouro maciço, pesando aproximadamente cento e dez quilos, depois foi colocado em dois sarcófagos de madeira folheada a ouro e, enfim, em uma caixa externa de quatzito com tampa de granito, ainda hoje na tumba.

 

Sarcófago de Tutankhamon

O sarcófago, que recupera a imagem do morto divinizado reproduzida na tampa, é o triunfo da opulência e atenção aos detalhes. As partes de ouro trabalhadas em relevo e gravadas, são ladeadas de porções minuciosamente enriquecidas por pequenas marchetarias de pedras duras e massas vítreas no peito. Tutankhamon, aparece, com todos os símbolos do poder: o véu nemes enfeitado na testa pela naja e pelo falcão (símbolos das deusas protetoras do Egito, reproduzidas com asas abertas também sobre o peito), a barba divina, o cetro e o mangual nas mãos. A esses elementos são acrescentados outros de diferentes significados, como o colar formado por discos de ouro e faiança, que evoca a recompensa reservada aos militares distintos ou às figuras das deusas Ísis e Nefti gravadas na altura  das pernas, que protegem o soberano defunto. Inscrições hieroglíficas, no centro da tampa e ao longo das bordas do sarcófago, garantem mais proteção a Tutankhamon, cujo nome aparece escrito dentro da cártula real.

Veja foto mais detalhada:

Sarcófago interno Tutankhamon (detalhes)

Material: Ouro, pedras preciosas e massa vítrea.

Dimensões: comprimento 187 cm, altura 51 cm, largura 51,3 cm

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto. Silvia Eunaudi.

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Leia Também: A Arte da Mumificação

Máscara mortuária de Tutankhamon

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Máscara mortuária de Tutankhamon

XVIII  dinastia  (1333-1323 a.C)

O Faraó Tutankhamon, morto aos 19 anos, não foi importante em vida. Mas na morte, passados três mil anos, tornou-se o mais famoso de todos os faraós. Seu túmulo foi o único descoberto em condições próximas às originais. O arqueólogo inglês Howard Carter era o único a acreditar que a tumba poderia ser encontrada. Durante seis anos ele escavou o Vale dos Reis e, por duas vezes chegou a dois metros da entrada da tumba. Em 1922, literalmente bateu os olhos na tumba. Ao acender um fósforo para enxergar na escuridão, vu "o brilho do ouro em toda parte".

A câmara mortuária continha desde cestas de frutas e guirlandas de flores que ainda mantinham as cores, uma cama dobrável, uma caixa de brinquedos  e até quatro carruagens totalmente revestidas em ouro. De fato, o ouro predominava na decoração: sofás em ouro, trono dourado, paredes de ouro, um caixão de quase dois metros de ouro maciço, além da hoje famosa máscara mortuária cobrindo o rosto da real múmia.

Máscara Mortuária de Tutankhamon

Tendo se tornado símbolos do antigo Egito e seus esplendores, a máscara foi encontrada na cabeça da múmia. A riqueza, a suntuosidade e o esmero no feitio fizeram dela uma obra-prima universalmente conhecida.

A máscara, fruto de um trabalho de grande habilidade na ourivesaria, oferece um retrato idealizado do faraó, com traços que revelam o legado artístico da época de Ahhenaton, já terminada, mesmo sendo tratados com maior equilíbrio e elegância, como no caso dos olhos, muito afilados, e dos lábios com o perfil carnoso. Tutankhamon usa os tradicionais símbolos da realeza: o véu nemes, cujas estrias são representadas com marchetaria de lápis-lazúli em ouro maciço, a imagem da naja e do abutre na testa (símbolo das deusas Uadjet e Nekhbet, senhoras do Egito unificado) e a barba postiça que equipara o soberano às divindades.

Veja os detalhes da máscara mortuária:

 

A naja e o abutre, que se erguem ameaçadores na testa do soberano para protegê-lo dos inimigos, são feitos com uma série de pedras duras e massas vítreas coloridas encaixadas no metal precioso. O longo e sinuoso corpo da naja, em ouro maciço desenrola-se acima do nemes com extremo realismo.

 

Os olhos, contornados de azul como as sobrancelhas, são feitos com marchetaria usando a obsidiana (para a íris) e o quartzo (para a órbita). Um pequeno toque de vermelho nos cantos dos olhos garantem, ao olhar fixo do jovem soberano, uma inesperada sensação de realismo.

 

O colar é formado por doze voltas de pequenas pérolas policromadas, das quais a mais externa imita pingentes em formato de gota. O fecho evoca duas cabeças de falcão apoiadas sobre os ombros. A parte posterior da máscara, na altura do dorso, apresenta um longo texto hieroglífico gravado no ouro , que coloca de maneira  ideal os membros do faraó sob a proteção de outras divindades.

Confeccionada em ouro maciço, lápis-lazúli, cornalina, obsidiana, turquesa e massas vítreas. 54 cm de altura.

Strickland, Carol. A Arte Comentada, da Pré-História ao Pós Moderno.  Coleção Folha. Grande Museus do Mundo, Texto Silvia Einaudi. p. 80-1.

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Desenho Esquemático da Pirâmide

Interior da Pirâmide, câmara mortuária, câmara definitiva, Grande Galeria.

 

O projeto da pirâmide inclui:

  • Câmaras mortuárias (1 e 2) inacabadas
  • A câmara definitiva (3) só é acessível por meio da Grande Galeria
  • Grande Galeria (4) recebe ventilação por duas fendas estreitas (5 e 6).
  • Depois que o Corredor Ascendente (7) era selado por dentro com tampões de pedra, os operários saiam da galeria por um túnel (8) e subiam pelo Corredor Descendente (9)

Strickland, Carol. A Arte Comentada, da Pré-História ao Pós Moderno.

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