sábado, 26 de dezembro de 2009

A arte e o mundo (Parte I)

História Mundial

 

História da Arte

 

25000-20000 a.C.

Escultura da Vênus de Willendorf

 

15000 - 10000

Criação de pinturas em cavernas

Migração dos Asiáticos para a América pela ponte de terra do Estreito de Bering

11500

 

Início da urbanização, invenção da escrita


 3500-3000

 
 

2610

Imhotep, primeiro artista registrado, constrói as pirâmides

 

2150

Construção do zigurate de Ur

 

2000

Stonehenge é erigida

Reinado de  Tutankhamon

1361-1352

 
Primeira Olimpíada

776

 
 

742-706

Sargão II constrói Palácio Real

 

650

Esculturas em relevo em Nínive

 

c. 650

Desenvolvimento da escultura propriamente dita

Atenienses estabelecem democracia

600

 
  500 a.C - 200 d. C.

Início de esculturas africanas

Péricles governa Atenas

450-429

 
 

448-432

Construção do Partenon

Alexandre, o Grande, conquista o mundo conhecido

332

 

Romanos constroem a primeirs estrada

312

Construção do primeiro aqueduto

 

190

Esculpida Nike of Samotrácia

 

80

Criação dos mosaicos de Pompéia

Pompéia constrói o primeiro teatro

55

 

Otávio se proclama Imperador Augusto, começo dos 150 anos da Pax-Romana

27

 

Roma incendiada. Nero é culpado

64 d.C

 

Pompéia é destruída por vulcão  

79

 

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

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Leia Também: O nascimento da Arte

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Diadema com Serápide

Diadema provém da zona de Dush, no oásis de Kharga, onde foi erigido um templo para o culto de Ísis e Serápide na época romana. A  joia em ouro constitui, no seu estilo e na sua iconografia, um claro exemplo de produção artística helenística, já distante dos mais tradicionais modelos de representação egípcios. Em torno de uma coroa formada por uma lâmina circular estão dispostos vários grupos de folhas, alternadas em pequenas esferas de ouro, talvez imitação de brotos de flor. Esse motivo vegetal é interrompido na parte frontal do diadema por uma decoração trabalhada em relevo que revela, na escolha do tema, uma referância à cultura egípcia da época ptolemaico-romana. Abaixo de um pequeno oratório, com tímpanos e colunas de capitel coríntio, encontra-se o deus Serápide, sentado ao trono. O culto helenizado de Serápide, derivado do culto ao deus menfita Osorapis (fusão de Osiris com Ápis), foi adotado e difundido pelo faraó Ptolomeu I, provavelmente com intenção de dar um mesmo deus aos egípcios e aos gregos que viviam no Egito. Serápide representa, portanto, um deus híbrido, que reúne em si traços evidentes de diversas divindades como Osíris, Dionísio, Hades e Zeus, tornando-se ao mesmo tempo um deus funerário, taumatúrgico e ligado ao ciclo da fertilidade. Nesse diadema, Serápide aparece com os traços típicos da iconografia divina de padrão grego: uma densa barba e uma longa cabeleira e veste o manto sobre o quitão. As duas pequenas efígies sobre os capitéis nas laterais representam a deusa Ísis, outra divindade de origem egípcia que, como Serápide, foi difundida no império romano.

 

 

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Texto. Silvia Einaudi. Museu Egípcio  do Cairo

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O anão Seneb e sua família

A escultura encontrada dentro de um pequeno naos em calcário, representa a família do anão Seneb, responsável pelo guarda-roupa do faraó e adepto do culto funerário dos soberanos Quéops e Djedefra, que  são citados nas cártulas na inscrição hieroglífica. Seneb está sentado em uma espécie de banco com apoio para os pés, ao lado da esposa sacerdotisa que o abraça com carinho em um gesto que indica os cuidados da esposa em relação ao marido cujo corpo é deformado. O nanismo de Seneb, longe de ser disfarçado, é mostrado com realismo e sábio equilíbrio formal, representando o homem em posição de escriba, com os dedos curtos e a cabeça desproporcionalmente grande. Essa escolha revela-se decididamente feliz no tratamento do conjunto, pois permite colocar todo o núcleo familiar em uma moldura ideal, onde as pernas do anão são substituídas pelas imagens de seus dois filhos. As crianças, nuas e com o dedo na boca, um típico comportamento infantil, funcionam metafóricamente como o apoio ao pai, verdadeiro fulcro de toda a composição, cuja anomalia física torna-se  a inspiração para uma busca original de harmonia. O resultado final é uma obra que, graças à habilidade do escultor, emana uma atmosfera de prazerosa serenidade, claramente expressa pelo doce sorriso esboçado nos lábios da esposa, que parece tornar a deformação física de Seneb menos penosa.

Escultura de Seneb e sua família

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Texto Silvia Einaudi. Museu Egípcio Cairo.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tríade de Miquerinos

As estátuas encontradas em 1908 por George Reisner, reproduzem com leves variações o mesmo esquema iconográfico. O soberano, caminhando com imponência na posição central, é acompanhado à direita pela deusa Hathor, identificada pelo seu habitual símbolo constituído por um disco solar entre dois chifres de vaca. A deusa abraça o soberano, assim como a outra figura feminina que, devido ao estandarte com a figura de Anúbis zoomorfo colocado sobre a sua cabeça, parece ser a personificação do  XVII  nomos (província) do Alto Egito.

Tríade de Miquerinos

Ambas usam uma longa veste aderente que ressalta as formas arredondadas de seus corpos, em contraste com o físico musculoso e atlético do faraó, coberto somente pelo típico saiote shendyt plissado, que deixa à mostra as longas pernas bem torneadas. Miquerinos traz na cabeça a fusiforme coroa branca do Alto Egito e tem o queixo coberto pela barba postiça estriada, símbolo tradicional da divindade. As várias tríades representam uma repetida homenagem do soberano à deusa Hathor, particularmente venerada nas províncias das quais cada escultura traz a personificação. Supõe-se, portanto, que originariamente as tríades fossem oito, como os nomos do Alto Egito, na maior parte ligados ao culto da Hathor, e fossem destinadas a decorar outras camadas do templo.

Em cada tríade, do lado esquerdo de Miquerinos está reproduzida a personificação de uma província particular do reino, detalhe que constitui o único forte elemento de diversidade entre os vários grupos de esculturas. O rosto arredondado do soberano, como o resto da escultura, é bem polido e quase aveludado graças ao uso de uma pedra não excessivamente dura, que permite tratar com suavidade as superfícies. A expressão serena de Miquerinos é muito semelhante à das figuras femininas ao seu lado, que aparecem, porém, mais baixas que o faraó por uma questão de respeito às proporções hierarquicas.

 

Na base da tríade, diante dos pés das figuras em posição ora de caminhada, ora estática, estão gravadas algumas colunas de hieróglios. O texto na parte esquerda da escultura traz o nome do faraó, escrito dentro da cártula, seguido pelo nome da deusa Hathor, à qual está associado o epíteto de “senhora da casa do sicômoro”. Diante da personificação do nomos encontra-se, no entanto, uma declaração de oferenda por parte da província, que doa ao faraó “todas as coisas boas”.

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto. Silvia Einaudi.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Estatueta de Quéops

É certamente curioso o fato que a única imagem que chegou até nós do famoso faraó Quóps, respnsável pela construção da maior pirâmide do Egito, seja essa estatueta em marfim de dimensões reduzidas. Ela foi descoberta no início do século XX pelo arqueólogo inglês Flinders Petrie em Abido, nas proximidades do templo consagrado ao deus Osiris, protetor do além-túmulo, que naquela cidade era objeto de uma veneração especial tanto por parte dos cidadãos. Quéops, representado sentado em um trono com espaldar baixo, usa a coroa típica do Baixo Egito e segura na mão direita o mangual, símbolo do poder, enquanto a outra mão apoiada no saiote plissado. A cabeça da estaueta, encontrada por Petrie algumas semanas depois da descoberta do corpo acéfalo sobre o qual depois foi recolocada, mostra um rosto  com feições fortemente marcadas, bem distantes dos retratos idealizados típicos de outros faraós. Os olhos pequenos, o nariz achatado, a boca larga refletem talvez a real fisionomia desse soberano, cuja fama de homem cruel e perverso foi transmitida ao longo dos séculos, até na descriçãofeita pelo historiador Heródoto. A identificação da esculturs foi possível graças a um dos nomes que compunham o título do soberano, escrito na parte frontal do trono, dentro do chamado serekh.

Estatueta de Quéops

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio Cairo. texto. Silvia Einaudi.

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