segunda-feira, 8 de março de 2010

A arte grega através dos séculos (Parte II)

Kouros. Estátua em mármore (Período Arcaico, 530-520 a. C) 

Kouros. Estátua em mármore (Período Arcaico)

No Período Arcaico (610-490 a.C), os gregos desenvolveram uma arte que, aos poucos, desvinculou-se dos padrões orientais e instituíram padrões de simetria na criação da estatuária que pode ser exemplificada pelo kouros, representação masculina, e koré, representação feminina. Na pintura em cerâmica, desenvolveu-se o estilo de figuras negras, que se tornou predominante no período.

Amazona ferida. Cópia romana de um original grego em mármore (Período Clássico, 450 a. C) Amazona ferida. (Período Clássico, 450 a. C.)

No Período Clássico (490-323 a.C.) em oposição às convenções formais do Período Arcaico, as esculturas adquiriram plena liberdade de movimento e expressão, tornando infinitas as possibilidades de inovação estética. Na cerâmica, o estilo de figuras negras foi substituído pelas figuras vermelhas, o que possibilitou uma maior liberdade expressiva.

Taça ática de fiuras vermelhas (Período Clássico, 490-480 a. C) Taça ática de figuras vermelhas (Período c/Clássico, 490-480 a.C)

 

Afrodite de Rodes, em mármore (Período Helenístico, 100 a. C) Afrodite de Rodes, em mármore (Período Helenístico)

Por fim, no Período Helenístico (323-31 a. C) a expansão territorial dos gregos em direção ao oriente fez surgir uma cultura cosmopolita que reformulou sua língua, religião, culturas e arte. A escultura alcançou seu ponto de maior detalhamento e realismo. A arte helenística influenciou um vasto território (desde o Egito até a Ásia Central), além de deixar para os romanos uma importante herança cultural.

 

Jóquei de Artemísion (Período Helenístico, 140 a. C.). Jóquei de Artemísion (Período Helenístico),

 

fonte: Apostilas ETAPA

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Selo Emprego Virtual

Recebi do amigo e parceiro Sr. Empregador do blog Emprego Virtual, o selo “Esse blog não sai da minha cabeça”. o desafio é, colocar as 10 coisas que não me saem da cabeça, então vamos lá: 

Selo Emprego Virtual para o Multiplos Estilos

  1. Minha liberdade, que já está encaminhada e logo será sacramentada;
  2. Realizar meu sonho, que tem um nome, mas me reservo o direito de não citar, pois é muito particular;
  3. Ser feliz sempre, e de maneira plena, se possível;
  4. Ver meus filhos e neto sempre com saúde e felizes;
  5. Fazer com que meus dois blogs, Múltiplos Estilos e HISTOBLOG cresçam muito e sejam reconhecidos na rede;
  6. Ter muita saúde;
  7. Conquistar meu espaço no mercado de trabalho, isso também será resolvido em breve;
  8. Crescer emocionalmente, profissionalmente, sentimentalmente (e todos os “entes” necessários e possíveis;
  9. Ser mais feliz
  10. Ganhar na loteria (rs).

É isso aí, essas são as dez coisas que eu penso todo o tempo.

Obrigado ao Sr. Empregador pelo carinho e respeito que tem para com o Múltiplos Estilos e o  HISTOBLOG.

Repasso o selo ao Marcelo do SOS VIP  e também ao Sérgio do Blog do Sérgio Christino.

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domingo, 7 de março de 2010

Rafael

Dentre as três maiores figuras da Alta Renascença (Leonardo, Michelangelo e Rafael), Rafael seria eleito o mais popular. Enquanto os outros dois eram reverenciados, Rafael era adorado. Um contemporâneo dos três, chamado Vasari, que escreveu a primeira história da arte, afirmou que Rafael era “tão amável e bondoso que até os animais o amavam”.

O pai de Rafael, um pintor medíocre, ensinou ao precoce filho os rudimentos da pintura. Aos 17 anos de idade, Rafael era considerado um mestre independente. Aos 26 anos, chamado a Roma pelo papa para decorar os aposentos do Vaticano, pintou os afrescos, com ajuda de cinquenta discípulos, no mesmo ano em que Michelangelo terminou o teto da Capela Sistina. “Tudo o que ele sabe”, disse Michelangelo, “aprendeu comigo.”

Rico, bonito e bem-sucedido, seguindo de triunfo em triunfo, Rafael era uma estrela na esplendorosa corte papal. Dedicado admirador das mulheres, ele era “muito amoroso”, segundo Vasari, e tinha “prazeres secretos além de todas as medidas”. Quando apanhou uma febre, depois de um encontro à meia-noite, morreu, no dia que completaria 37 anos, toda a corte “mergulhou em luto”.

Escola de Atenas, Rafael. 1510-11 Vaticano Escola de Atenas, Rafael – Vaticano - Roma

Essa obra prima de Rafael encarna o equilíbrio da Alta Renascença, sua qualidade escultural, a perspectiva arquitetônica e a fusão de elementos pagãos e cristãos.

A arte de Rafael foi a que mais expressou todas as qualidades da Alta Renascença. De Leonardo, ele assimilou a composição piramidal e aprendeu a modelar rostos em luz e sombra (chiaroscuro). De Michelangelo, Rafael adotou as figuras dinâmicas, de corpo inteiro, e a pose contrapposto.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

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Leia Também: O Arquiteto Michelangelo

sábado, 6 de março de 2010

A arte grega através dos séculos (Parte I)

 

No período Neolítico (desde a ocupação até c. 3 000 a.C) sobressaem-se ferramentas e artefatos de pedra, argila e osso, demonstrando o desenvolvimento de formas artísticas características dos povos da região.        

 O pensador

O pensador. Estatueta em argila (Período Neolítico entre 4 500 e 300 a. C).

Harpista da Ilha de Keros Harpista da ilha de Keros. Escultura em Mármore (Período Cicládico, entre 2700 e 2300 a.C.).

No período Cicládico (2800-2000 a.C.) desenvolveu-se, nas ilhas Cíclades, um estilo caracterizado por linhas simples e harmônicas exemplificado nos ícones de mármore com representações humanas ou divinas.

Afresco do interior do palácio de Cnossos (Período Cretense)

Afresco do interior do palácio de Cnossos (Período Cretense , construído entre 1700 e 1400 a.C.)

No Período Cretense ou Minóico ( 2100-1450 a. C.) tem-se o desenvolvimento arquitetônico de “palácio-cidades” e da arte palaciana em murais e afrescos. O naturalismo, a intensidade das cores e a fluidez das linhas são características desse período.

Adaga micênica ornamentada com cenas de caçaAdaga micênica ornamentada com cenas de caça. Cobre com detalhes em ouro (Período Micênico, entre 1500 a 1300 a. C).

Herdando certos  elementos da arte cretense, o Período Micênico (1700-1220 a. C.) foi caracterizado pela riqueza de detalhes decorativos dos objetos pertencentes à aristocracia.

Ânfora ática Período Geométrico Ânfora ática do Período Geométrico (entre 750 e 700 a. C.)

Diferentemente dos dois estilos anteriores (de caráter naturalista), o Período Geométrico (900-700 a.C.) caracterizou-se pelas linhas abstratas e formas geométricas criadas a partir da imaginação dos artistas.

Cerâmica grega modelada em cabeça de grifo proveniente das ilhas Cíclades Cerâmica grega modelada em cabeça de grifo proveniente das ilhas Cíclades (Período Orientalizante 675-650 a.C.).

O intenso comércio marítimo entre a Grécia continental, suas colônias e as civilizações orientais alterou profundamente as manifestações artísticas dos povos gregos, que passaram a representar em seus vasos ícones com nítida influência oriental. Foi o Período Orientalizante (700-610 a.C.).

fonte: apostilas ETAPA

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sexta-feira, 5 de março de 2010

O Arquiteto Michelangelo

Em seus últimos anos, Michelangelo dedicou-se à arquitetura, supervisionando a reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma. Em virtude de seu eterno entusiasmo pelo corpo, não admira que Michelangelo acreditasse que “os membros da arquitetura são derivados dos membros humanos”. Assim como braços e pernas flanqueiam o tronco humano, as unidades arquitetônicas deveriam cercar simetricamente um eixo vertical central.

O melhor exemplo desse estilo inovador é a Colina Capitolina, em Roma, o primeiro centro cívico da Renascença. A colina havia sido o coração simbólico da Roma antiga, e o papa queria restaurá-la em sua primitiva grandiosidade.  As duas edificações existentes então se situavam, uma em relação à outra, num escrúxulo ângulo de oitenta graus. Michelangelo tirou partido dessa disposição acrescentando outra construção no mesmo ângulo, ladeando o edifício central, o  Palácio dos Senadores. Isto feito, redesenhou a fachada dos edifícios laterais de modo a ficarem idênticos e deixou o quarto lado aberto, com vista panorâmica para o Vaticano.

Colina Capitolina, Roma - Michelangelo Colina Capitolina, Roma – Itália  - obra de Michelangelo

Uma estátua do Imperador Marco Aurélio sobre um piso oval dava unidade ao conjunto. Os arquitetos renascentistas julgavam o oval “instável” e o evitavam, mas, para Michelangelo, a medida e a proporção não eram determinadas por fórmulas matemáticas e, sim “guardadas nos olhos”.

Piazza Campidoglio - Roma, Michelangelo

Piazza Campidoglio

 

estátua do Imperador Marco Aurélio

estátua do Imperador Marco Aurélio, no centro da Praça

Carol Strickland, Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

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Leia Também: A Capela Sistina - A pintura de Michelangelo