terça-feira, 20 de abril de 2010

Os Jardins de Versalhes

A vastidão do interior do Palácio de Versalhes foi relativizada pelos grandes jardins projetados por André Le Nôtre.

 

Vista de parte do jardim do Palácio de Versalhes, França Vista parcial dos Jardins de Versalhes

 

Em lugar de bosques, ele impôs um desenho matematicamente exato de jardins, caminhos e grupamentos de árvores. “A simetria, sempre a simetria”, queixava-se  madame de Maintenon, amante de Luís XIV.

 

Jardim do Palácio de Versalhes - França Caminhos Simétricos dos Jardins de Versalhes

 

Para quebrar a monotonia das formas geométricas, Le Nôtre usou a água – tanto em movimento, como na fonte de Apolo, folheada em ouro, em tranquilos, e enormes, espelhos d’água. O projeto exigia tanta água que Luís XIV arregimentou trinta mil soldados para o empreendimento, fracassado, de puxar água do rio Eure, a 65 quilômetros de distância.

Jardim  Palácio Versalhes florido, França A beleza das flores de Versalhes

Carol Stickland, Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Luxo: Palácio de Versalhes

O auge da opulência barroca é o esplendoroso Palácio de Versalhes, transformado de modesto pavilhão de caça, no mais luxuoso palácio do mundo. É o tributo à ambição de um homem, Luís XIV (1638-1715) que aspirava alcançar, segundo alguns, “além do suntuoso e estupendo” L’état cést moi (o Estado sou eu), dizia o monarca absoluto, conhecido como “Rei Sol”. Cercado por uma corte  de dois mil nobres  e 18 mil soldados e criados, Luís XIV criou um ambiente de luxo ostensivo para impressionar os visitantes com o esplendor da França e de sua real pessoa.

Palácio de Versalhes, FrançaVista Geral do Palácio de Versalhes, França

As centenas de aposentos de Versalhes foram adornadas com candelabros de cristal, mármores de várias cores, móveis em prata maciça e cortinas em veludo carmesim bordado em ouro. O próprio rei, coberto de ouro, diamantes e plumas, recebia os altos dignatários que o visitavam sentado num trono de prata de quase três metros de altura, coberto por um dossel. Seu real despertar (lever) e recolher (coucher) eram assistidos por um enxame de cortesãos, em rituais formais tão importantes para a corte quanto o nascer e o pôr-do-sol. Cada refeição do rei exigia a participação de 498 pessoas. “Não somos pessoas privadas”, dizia o rei. “Pertencemos inteiramente ao público.”

Palácio de Versalhes, vista parcialPalácio de Versalhes, França

O impacto visual tinha precedência sobre o conforto das criaturas no palácio. O grande chão de mármore deixava o interior gelado, a água congelava nas bacias, enquanto milhares de velas iluminando as noites de gala tornavam os eventos de verão sufocantes de calor. Apesar desses inconvenientes, Luís XIV dava festas com apresentação de justas e torneios, banquetes e comédias de Molière.

Galeria dos Espelhos, Palácio de Versalhes, França

Galeria dos Espelhos, Palácio de Versalhes, França

O salão de baile era adornado com guirlandas, as árvores  iluminadas com milhares de velas em castiçais e enfeitadas com laranjas de Portugal e groselhas da Holanda. A propósito, La Fontaine disse: “Os palácios viram jardins e os jardins viram palácios.”

No jardim zoológico de Versalhes havia elefantes, flamingos  e avestruzes, um carrossel chinês movido por criados escondidos no subsolo e gôndolas no Grande Canal, que mede quase um quilômetro. Em Versalhes, a corte vivia num luxo ímpar, em meio à opulência do mobiliário e das obras-de-arte, a maioria classificada como arte decorativa e não como obra-de-arte.

Carol Strickland, Arte Comentada, Da Pré-História ao Pós-Moderno

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

domingo, 18 de abril de 2010

Claude Lorrain

Depois de Poussin, o mais famoso pintor barroco francês foi Claude Lorrain (1600-82), conhecido simplesmente como Claude. Assim como Poussin, Claude foi atraído para a Itália, onde pintou cenas idílicas (poéticas) dos campos italianos. Os dois diferem é na inspiração, pois Claude se inspirava menos nas formas clássicas do que na própria natureza e na luz serena da aurora e do anoitecer que unifica seus quadros.

Paisagem com Comerciantes, Claude Lorrain, c. 1630“Paisagem com comerciantes”, c. 1630, óleo sobre tela, Claude Lorrain

Claude passou grandes períodos entre os pastores, desenhando árvores, colinas e as românticas ruínas de campagna italiana, ao amanhecer e no fim da tarde. O arranjo típico de seus quadros contém majestosas árvores emoldurando uma radiante vista campestre e intensificando  a luz central. Claude não se interessava pelas figuras humanas  pequeninas que habitavam seus campos: seu único propósito ali é estabelecer a escala  para os elementos naturais. Na verdade, ele pagava a outros artistas para pinta-las  para ele.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

sábado, 17 de abril de 2010

Nicolas Poussin: Barroco Francês

No século XVII, a França era o país mais poderoso da Europa, e  Luís XIV chamou os maiores talentos para glorificar seu reinado com um palácio de inigualável esplendor. Com o advento de Versalhes, a França tomou o lugar  de Roma como centro da arte européia (e ocupou  esse lugar até a Segunda Guerra Mundial), mesmo tomando como modelo de sua arte as relíquias romanas.

Mestre da Composição

O mais famoso pintor do século XVII, Nicolas Poussin (1594-1665), não trabalhou na França, mas em Roma. Apaixonado pela antiguidade, baseou seus quadros nos antigos mitos e na história de Roma e na escultura grega. A ampla influência da obra de Poussin reviveu o estilo da antiguidade, que veio a ser a influência artística nos duzentos anos seguintes.

Poussin tomou o racionalismo clássico tão a sério que, quando Luís XIII o chamou a Paris para pintar um afresco no teto do Louvre, ele se recusou a seguir o código prevalente dos santos flutuantes. As pessoas não pairam no ar, ele argumentou com uma lógica impecável, perdendo assim a encomenda e voltando às suas amadas ruínas romanas.

Enterro de Focion, Nicolas Poussin, 1648 “Enterro de Focion”, Poussin, 1648

Entregue às suas próprias motivações, Poussin resolveu pintar no que chamou de la maniera magnífica, conforme suas palavras: “O primeiro requisito mental para todos os outros, é que o tema e a narrativa sejam grandiosos, batalhas, atos heróicos ou motivos religiosos.” O artista devia excluir termos “baixos”. Aqueles que não evitavam o cotidiano, como Caravaggio (que ele detestava), “se refugiavam em (temas inferiores) devido à fragilidade de seu talento”.

A obra de Poussin exerceu enorme influência no curso da arte francesa (e, consequentemente, do mundo) nos dois séculos seguintes porque todos os artistas eram formados no “Poussinismo”, o Classicismo institucionalizado.

Carol  Strickland. Arte Comentada, Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Illustred London News

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Illustred London News

Em 1985, um juri de conhecedores de arte, a pedido da Illustred London News, elegeu “As Meninas”  inquestionavelmente a maior obra-de-arte realizada por um ser humano.

Veja as classificações:

1. Velázquez

As Meninas, Diego Velázquez, 1656 - Madrid“As Meninas”, Velázquez 

 

2. Vermeer

Vista de Delft, Vermeer“Vista de Delft “, Vermeer

 

3. Giorgione

A Tempestade, Giorgione “A Tempestade”, Giorgione

 

4.Botticelli

A Primavera, Botticelli “A Primavera”, Botticelli

5.Pietro della Francesca

A Ressurreição, Pietro della Francesca“A Ressurreição”, Pietro della Francesca

 

6. El Greco

O Enterro do Conde Orgaz, El Greco“O Enterro do Conde Orgaz”, El Greco

 

7. Giotto

A Lamentação, Giotto“A Lamentação”, Giotto

 

8. Grünewald

O Altar de Isenheim, Grünewald “O Altar Isenheim”, Grünewald

 

9. Picasso

Guernica, Picasso “Guernica”, Picasso

 

10. Rembrandt

A volta do filho pródigo, Rembrandt“A Volta do Filho Pródigo”, Rembrandt

 

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

Technorati Marcas: ,,,,

Assine nosso feed. É Grátis.