segunda-feira, 10 de maio de 2010

ODALISCA (Parte II)

O nu feminino retratado por Francisco de Goya.

A Maja desnuda, Goya, 1796-98“A Maja Desnuda” Goya, 1796-98 

Goya foi denunciado durante a Inquisição por esta versão “obscena”, atualizada apresentando nudez frontal total. O título quer dizer “coquete nua”, e a imagem totalmente erótica de Goya causou furor na recatada sociedade espanhola. Acredita-se que a modelo é sua amiga e patrona – a aristocrática, porém muito pouco convencional, condessa de Alba. Existe também uma réplica vestida da figura, em pose idêntica, mas esboçada muito apressadamente. Diz-se que Goya a pintou quando o conde estava a caminho de casa, para justificar todo o tempo que tinha passado na companhia da condessa. É provável que Goya tenha se inspirado na versão “Vênus Rokeby” de Velazquez, um nu deitado visto de costas. Embora uma sufragette ofendida tenha cutilado (dado golpes de cutelo) a Vênus de Velazquez, o nu  de Goya é muito  mais sedutor, com a carne suave, macia, contrastando com a pincelada ondeada do lençol de cetim e dos babados de renda.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: ODALISCA (Parte I)

domingo, 9 de maio de 2010

O maior artista do universo

Hoje, dia das mães vou presentear e  apresentar  aos leitores deste blog, o maior e melhor artista plástico do Universo, suas obras são comparáveis às de Michelangelo, David, Rafael, entre outros. Recebi de presente algumas de suas obras, como homenagem ao dia das mães, o que me deixou muito feliz. Este artista é  meu neto André (6 anos). Vejam suas obras e a homenagem recebida. Ganhei uma casa muito linda, um carro (sem rodas), mas um carro, e um coração muito delicado com a dedicatória mais sublime já recebida do artista em questão.

Gostaria que  meus leitores avaliassem e comentassem a qualidade das obras.

 

 

presente 2 dia das mãesCasa

 

presente 3  André

O carro (sem rodas, rs), acho que ele esqueceu!

 

presente dia das mães André

o mais belo, delicado e importante de todos

Technorati Marcas: ,,,,

Assine nosso feed. É Grátis.

sábado, 8 de maio de 2010

ODALISCA (Parte I)

O nu feminino reclinado ou deitado, muitas vezes chamado de Odalisca, segundo a palavra turca que quer dizer menina de harém, é uma figura recorrente por toda a arte ocidental. Aqui se vê como alguns artistas deram seu toque individual a esse tema tradicional.

 

Olympia, Manet, 1863“Olympia”, Manet, 1863 

A “Olympia” de Manet, causou gritaria pública. Com seu olhar audaz, apreciador e traços individualizados, obviamente não era uma deusa idealizada, mas uma pessoa de verdade. Um crítico a chamou de “gorila fêmea”. Outros atacaram a técnica não acadêmica de Manet. “A menos bonita das mulheres tem ossos, músculos, pele e alguma forma de cor. Aqui não há nada” “As sombras são indicadas”, escreveu outro, “por grandes lambuzadas de preto.” A maioria considerou  a sensualidade do quadro imoral. “A arte que desce tanto nem merece reprovação.”

Enormes multidões afluíram o Salão para ver o que estava acontecendo. Depois que a tela foi atacada fisicamente, penduraram-na fora do alcance, por cima de uma porta. Um espectador reclamou: “Mal se sabia o que se estava vendo – um  pedaço de carne nua ou um monte de roupa na lavanderia. “Manet tornou-se o líder reconhecido da vanguarda devido ao succès de scandale de “Olympia”.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pre-História ao Pós-Moderno

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

O tema está dividido em quatro partes, serão publicados individualmente

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Obras sem autoria definida

A maior parte das obras de arte da Idade Média não tem autoria definida. Isso porque, de acordo com a Igreja, o verdadeiro autor era Deus, que, por meio dos seres humanos, expressava suas ideias e vontades.

 

Tapeçaria de Bayeux, final do século  XITapeçaria de Bayeux, século XI, representa a conquista da Inglaterra pelos normandos

Na pintura, destacavam-se miniaturas, ou iluminuras, feitas para ilustrar os manuscritos, tapeçarias e os murais, também chamados de afrescos. Os murais era pinturas feitas nas paredes geralmente retratando cenas religiosas.

Havia também as esculturas que decoravam o interior dos templos.

Nelson Piletti, Claudino Piletti. Thiago Tremonte. História e vida integrada.

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia também: Estilo Arquitetônico da Idade Média

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ingres

Jean Auguste Dominique Ingres, aos 11 anos frequentava a escola de arte e aos 17  fazia parte do ateliê de David. O jovem discípulo nunca deixou que suas pinceladas aparecessem, dizendo que a tinta tinha que ser lisa como a “casca da cebola”. Ingres, porém foi além do mestre na devoção aos antigos. Na obra inicial, usou as pinturas de vasos gregos como modelo e desenhou figuras planas, lineares, que os críticos condenaram como sendo “primitivas” e “góticas”.

Então apareceram em cena Delacroix e Géricault campeões da emoção e da cor, em vez de intelecto e perícia no desenho como base da arte. Contra o “barbarismo” desses “destruidores” da arte. Ingres se tornou o porta-voz da ala conservadora, advogando a antiga virtude da qualidade técnica. “O desenho é a probidade da arte”, era seu manifesto. Ele pedia cuidado contra o uso de cores fortes, quentes, para se obter impacto visual, dizendo que eram “anti-históricas”.

A disputa acabou virando xingamento, com Ingres rotulando Rubens, o herói dos românticos, de “aquele açougueiro flamengo”. Ele considerava Delacroix o “diabo encarnado”. Uma vez, quando Delacroix saiu do Salon, depois de pendurar uma pintura, Ingres comentou: “Abram as janelas, está cheirando a enxofre.”. Por sua vez, os românticos chamavam as pinturas de Ingres e sua escola de “desenhos coloridos”.

Ironicamente esse arqueiro defensor da fé neoclássica às vezes se desviava dos princípios de sua devoção. É verdade: Ingres era desenhista impecável, cuja linha intrincada influenciou Picasso, Matisse e Degas. Mas os nus femininos de Ingres estavam longe do ideal grego ou do Renascimento.

Ingres era atraído por exóticos, eróticos como a menina do harém, em “Odalisca”. Os críticos atacaram a pintura pela cabeça pequena e o traseiro anormalmente longo. “Ela tem vértebras a mais”, disse um deles. “Não tem osso, não tem músculo, não tem vida”, disse outro. Sem dúvida, Ingres alongou os membros para aumentar sua elegância sensual.

A Grande Odalisca, Ingres, 1814 “Odalisca”, Ingres, 1814

Ingres pregava a lógica, no entanto, o poeta romântico Baudelaire notou que os melhores trabalhos de Ingres eram “produto de uma natureza profundamente sensual”. De fato, Ingres era mestre em nus femininos. Ao longo de toda sua carreira pintou banhistas, dando à beleza  de porcelana de sua carne um estilo mais suave que o de David.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,

Assine nosso feed. É Grátis.