Mostrando postagens com marcador Arte na Idade Média. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte na Idade Média. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Obras sem autoria definida

A maior parte das obras de arte da Idade Média não tem autoria definida. Isso porque, de acordo com a Igreja, o verdadeiro autor era Deus, que, por meio dos seres humanos, expressava suas ideias e vontades.

 

Tapeçaria de Bayeux, final do século  XITapeçaria de Bayeux, século XI, representa a conquista da Inglaterra pelos normandos

Na pintura, destacavam-se miniaturas, ou iluminuras, feitas para ilustrar os manuscritos, tapeçarias e os murais, também chamados de afrescos. Os murais era pinturas feitas nas paredes geralmente retratando cenas religiosas.

Havia também as esculturas que decoravam o interior dos templos.

Nelson Piletti, Claudino Piletti. Thiago Tremonte. História e vida integrada.

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia também: Estilo Arquitetônico da Idade Média

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estilo Arquitetônico da Idade Média

O conhecimento medieval era unificado, o que significa que as artes também exerciam a função de educar e conhecer. Como a Igreja dominava a cultura erudita, os temas artísticos eram invariavelmente religiosos, e as obras, quase sem exceção, estavam nos edifícios das igrejas. Assim, destacava-se à arquitetura, com a construção de templos, igrejas, mosteiros e também castelos.

Catedral de Worms, Alemanha, estilo românico, século XIICatedral de Worms, Alemanha, estilo românico, século XII

Na Idade Média europeia predominaram dois estilos arquitetônicos: o românico e o gótico. As construções em estilo românico (século X, XI e XII)  caracterizavam-se por arcos redondos, paredes grossas, grandes colunas, janelas pequenas e interior pouco iluminado.

Catedral  de Chartres, França, estilo gótico, século XIICatedral de Chartres, França – estilo gótico

As construções em estilo gótico (final do século XII até o século XV) caracterizavam-se pelos arcos em formato ogival, janelas maiores e mais numerosas, paredes altas e interior iluminado.

Nelson Piletti. Claudino Piletti. Thiago Tremonte. História e vida integrada.

Assine nosso feed. É Grátis.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tapeçaria na Idade Média

Os Tecelões da Idade Média criaram uma tapeçaria altamente refinada, detalhando em minúcias as cenas da vida contemporânea. Imensos tapetes em lã e seda, usados para cortar correntes de ar, decoravam as paredes de pedra de castelos e igrejas. Os motivos eram copiados de pinturas em escala enorme colocadas por trás da urdidura  (ou comprimento total dos fios) no tear.

O Unicórnio no Cativeiro Tapeçaria: O Unicórnio no Cativeiro

Uma série de sete tapeçarias representa a lenda do Unicórnio. Segundo a crença popular, a única maneira de capturar esse animal mítico era usar como isca uma virgem na floresta. O desavisado unicórnio iria dormir com a cabeça no colo da virgem e, quando acordasse, estaria preso. Uma vez capturado, o unicórnio deveria ser amarrado a uma romãzeira, árvore símbolo da fertilidade e que, por  conter muitas sementes numa única fruta, era símbolo também da igreja. Durante a Renascença, o unicórnio era ligado ao amor cortês, mas, na ambígua representação em tapeçaria, deitado ou empinado, simboliza o Cristo ressuscitado.

Carol Strickland. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós Moderno.

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: A Arte da Arquitetura

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Arte da Arquitetura

Os teólogos medievais acreditavam que a beleza da igreja inspirava a meditação e a fé dos paroquianos. Consequentemente, as igrejas são mais que uma simples reunião de espaços. São textos sagrados, com volumes de ornamentos pregando o caminho da salvação. As principais formas de decoração inspiradora nas catedrais góticas são a escultura, os vitrais e as tapeçarias.

imagem umbral, ou de jamba Porta Real, Catedral de Chartres Imagens de umbral, ou de jamba, Porta Real, Catedral de Chartres

Escultura: Longa e esguia

As paredes externas das catedrais contavam histórias bíblicas  esculpidas. As esculturas de Chartres, datando do início do período gótico, e as imagens da Catedral de Reims, do alto período gótico, mostram a evolução da arte medieval.

A Visitação, estátuas de jamba da fachada oeste da Catedral de Reims. C.1225-90, França. "A Visitação", Catedral de Reims. França

Escultura desenvolvida a partir de figuras rígidas, desproporcionalmente longas, para um estilo arredondado mais natural.

Em Chartres, as imagens de reis e rainhas do Velho Testamento (1140-50) são pilares com formas humanas, alongadas para caber nas estreitas colunas que as abrigam. As linhas do drapeado são tão finas e eretas quanto os corpos, com alguns traços de naturalismo. As imagens do umbral de Reims, esculpidas por volta de 1225-90, foram as primeiras, desde a antiguidade, a ganhar formas completas, de frente e costas. São estátuas quase totalmente destacadas do fundo arquitetônico, sobressaindo em colunas e pedestais. Após a descoberta dos escritos de Aristóteles, o corpo deixou de ser desprezado, passando a ser visto como templo da alma, e os artistas voltaram a representar a carne com naturalidade.

"A Visitação" representa tanto a Virgem Maria como sua parenta Elizabeth apoiadas basicamente em uma das pernas, com a parte superior do corpo ligeiramente voltada uma para a outra. Elizabeth, mais velha, tem a face enrugada, revelando profundo caráter, e o drapeado é trabalhado com mais imaginação.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia Também: Arte Gótica: Altura da Luz

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Arte Gótica: Altura da Luz

O auge do desenvolvimento artístico da Idade Média, rivalizando com as maravilhas da Grécia e de Roma na Antiguidade, foi a catedral gótica. De fato, essas "Bíblias de pedra" superaram até mesmo a arquitetura clássica em termos de ousadia tecnológica. Entre 1200 a 1500, 0s construtores medievais ergueram essas estruturas elaboradíssimas, com interiores atingindo uma altura sem precedentes no mundo da arquitetura.

O que tornou possível a catedral gótica foram  dois desenvolvimentos da engenharia: abóbada com traves e suportes externos chamados arcobotantes, ou contrafortes. A aplicação desses pontos de apoio nos locais necessários permitiu trocar as paredes grossas com janelas estreitas por paredes estreitas por janelas enormes com vitrais inundando de luz o interior. As catedrais góticas não conheceram a Idade das Trevas. Sua evolução foi uma contínua expansão de luz, até que as paredes se tornaram tão perfuradas que ficaram verdadeiros pinázios emoldurando os imensos campos de vitrais coloridos, que contam histórias religiosas.

Sainte-Chapelle, século XIII

Além a qualidade de treliça das paredes das catedrais  (efeito de renda petrificada), a verticalidade caracteriza a arquitetura gótica. Os construtores usavam o arco pontudo, que aumenta tanto a ilusão como a realidade da altura. Os arquitetos competiam entre si para realizar as mais altas naves. Quando a ambição ultrapassava a tecnologia e a nave despencava, o que não era difícil acontecer, os fervorosos  fiéis a reconstruíam.

Domo de Colônia. catedral gótica Domo de Colônia - Alemanha

As catedrais góticas eram  um símbolo tão importante de orgulho cívico que o pior insulto para a cidade era um invasor pôr abaixo a torre da catedral. A devoção coletiva por esses prédios era tão intensa que todos os segmentos da população participavam da construção. Cavalheiros e damas, em contemplativo silêncio, trabalhavam lado a lado com açougueiros e pedreiros, empurrando carrinhos de mão cheios de pedras. Edificações tão complexas levavam literalmente séculos para ser construídas - a Catedral de Colônia levou seis séculos -, o que explica porque algumas parecem uma miscelânea de estilos sucessivos.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,,

Assine nosso feed. É Grátis.

Leia também:  Manuscritos Iluminados

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Manuscritos Iluminados

Com hordas de saqueadores devastando as cidades do antigo Império Romano, os monastérios eram tudo o que restava entre a Europa Ocidental e o caos generalizado. Monges e freiras copiavam manuscritos, mantendo vivas a arte da ilustração em particular  e a civilização ocidental em geral.
Nessa época, o rolos de papiro usados do Egito a Roma foram substituídos pelos códices de pergaminho de pele de boi ou de carneiro, feitos de páginas separadas unidas por uma das extremidades. Os manuscritos eram considerados objetos sagrados que continham a palavra de Deus. Eram profusamente decorados, de maneira que sua beleza exterior refletisse a sacralização do conteúdo. Tinham capas de ouro cravejadas com pedras preciosas e semipreciosas. Até o desenvolvimento da tipografia, no século XV, esses manuscritos eram a única forma existente de livros, preservando não somente os ensinamentos religiosos, mas também a literatura clássica.



Alguns dos desenhos mais ricos, mais puramente ornamentais, jamais produzidos estão no Evangelho decorado com iluminuras chamado Book of the Kells, (760-820), coleção do Trinity College, Dublin, realizado por monges irlandeses. O texto é belamente ornamentado com desenhos abstratos. Letras enormes, em certas passagens compostas por espirais entrelaçadas a imagens de animais, cobrem páginas inteiras.
fonte: Strickland, Carol. Arte Comentada, Da Pré-História ao Pós-Moderno

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Românico x Gótico

ROMÂNICO

GÓTICO

Ênfase

horizontal

vertical

Elevação

altura modesta

altíssima

Planta

múltiplas unidades

espaço unificado, inteiro

Traço Principal

arco redondo

arco pontudo

Sistema de Suporte

pilastras, paredes

contratores externos

Engenharia

abóbadas em cilindro e de arestas

abóbadas com arestas e traves

Ambiente

escuro, solene

leve, claro

Exterior

simples, severo

ricamente decorado com esculturas

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Technorati Marcas: ,

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Conhecendo as diferenças

As igrejas românicas tem arcos redondos e escultura estilizada.

St. Trophime, fim do século XII, Arles, França

 

As catedrais góticas tem arcos pontudos e escultura mais natural. Conhecer o estilo romênico e o gótico implica distinguir os traços característico de cada um.

Fachada oeste da Catedral de Reims,  França

STRICKLAND, Carol. Arte comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

Assine nosso feed. É Grátis. Obrigado pela visita e volte sempre!