quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Românico x Gótico

ROMÂNICO

GÓTICO

Ênfase

horizontal

vertical

Elevação

altura modesta

altíssima

Planta

múltiplas unidades

espaço unificado, inteiro

Traço Principal

arco redondo

arco pontudo

Sistema de Suporte

pilastras, paredes

contratores externos

Engenharia

abóbadas em cilindro e de arestas

abóbadas com arestas e traves

Ambiente

escuro, solene

leve, claro

Exterior

simples, severo

ricamente decorado com esculturas

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Conhecendo as diferenças

As igrejas românicas tem arcos redondos e escultura estilizada.

St. Trophime, fim do século XII, Arles, França

 

As catedrais góticas tem arcos pontudos e escultura mais natural. Conhecer o estilo romênico e o gótico implica distinguir os traços característico de cada um.

Fachada oeste da Catedral de Reims,  França

STRICKLAND, Carol. Arte comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Giotto: Pintor Pioneiro

Devido ao contato da península itálica com a civilização bizantina, a arte da pintura nunca foi abandonada, mas no fim do século XIII sua técnica floresceu.

Mestres como Duccio e Simone Martini, de Siena, e Cimabue e Giotto, de Florença, trocaram o estilo congelado bizantino por formas mais suaves, mais vivas. Os afrescos (pinturas em alvenaria úmida) de Giotto di Bondone, c. 1266-1337, foram os primeiros, desde o período romano , a sugerir peso e curvas nas formas humanas, marcando o advento do que viria a se tornar o papel principal da pintura na arte ocidental.

 

(afresco) Noli me tangere – Giotto di Bondone – Capela Arena - Pádua

Giotto pintou figuras humanas com a sugestão de uma estrutura anatômica sob os drapeados.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Arte Românica

Com a instituição da fé católica romana, uma onda de construção de igrejas varreu a Europa Feudal de 1050 a 1200. Os construtores tomaram emprestado elementos da arquitetura romana, como colunas e arcos redondos, surgindo assim o termo “românica” para definir a arte e a arquitetura desse período. No entanto, como os prédios romanos tinham tetos de madeira, muitos suscetíveis a incêndios, os artesãos medievais passaram a fazer os tetos das igrejas em abóbadas de pedra. Com esse sistema, abóbadas cilíndricas ou com arestas apoiadas em pilastras proviam grandes espaços, livres de colunas e obstáculos.

 Planta de St. Sernin, Toulouse

Levando em conta a peregrinação, muito em moda na época, a arquitetura das igrejas é adequada para receber as multidões em visitação maciça a relicários de roupas e ossos de santos, ou de pedaços da Santa Cruz trazidos pelos cruzados. A planta é cruciforme, com uma longa nave atravessada por um transepto, simbolizando o corpo de Cristo crucificado. As arcadas permitiam aos  peregrinos andar pelos corredores periféricos sem perturbar os serviços religiosos na nave central. O chevet (“travesseiro” em francês), assim chamado por ser concebido como o lugar para descanso da cabeça de Cristo preso à cruz, é a parte do altar, capelas semicirculares onde se guardam os relicários.

 

Fachada da Basílica St. Sernin, Tolouse, França

O exterior das igrejas românicas é bastente despojado, exceto pelos relevos esculturais em volta do portal principal. Como a maioria dos fiéis era analfabeta, as esculturas ensinavam a doutrina religiosa, contando histórias gravadas na pedra. A escultura ficava concentrada no tímpano, que é o espaço semicircular entre o arco e o dintel da porta central. Cenas da ascensão de Cristo ao trono celestial eram muito  populares, assim como sombrios dioramas do Juízo Final, em que demônios agarram almas desesperadas e diabos horríveis estrangulam e cospem nos corpos nus dos condenados.

 Altar principal Basílica de St. Sernin, Toulouse, França.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

A Arte e o Mundo (Parte II)

História Mundial

 

História da Arte

 

82

Inauguração do Coliseu

 

118-25

Construção do Panteon

Grécia absorvida pelo Império Romano

146

 
 

300-900

Maias criam cultura clássica

Divisão do Império Romano, início do período Bizantino

395

 
Visigodos saqueiam Roma

410

 

Teodorico funda reino em Ravena

493

 

Justiniano reina, o Império Bizantino floresce

527-65

 
 

532

Construção de Hagia Sofia
 

547

Montagem dos mosaicos de Ravena

 

600-800

Monges irlandeses iluminam manuscritos

Colapso da civilização maia

900

Esculturas africanas em bronze com método de moldagem em cera

 

1000-1200

Construção de igrejas romanas

 

1200-1500

Primazia do estilo gótico
 

1261

 
 

1305

Giotto pinta afrescos em Pádua

Astecas fundam a Cidade do México

1325

 

Peste Negra dizima um terço da Europa

1347-50

 

Início do Império Inca no Peru

1438

 

Queda de Constantinopla, colapso do Império Bizantino

1453

 

Colombo descobre Novo Mundo para os europeus

1492

 

Espanha derrota Montezuma, rei dos Astecas

1519

 

Champollion decifra os hieroglifos

1821

 
 

1922

Carter descobre a tumba de Tutankhamon

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sábado, 26 de dezembro de 2009

A arte e o mundo (Parte I)

História Mundial

 

História da Arte

 

25000-20000 a.C.

Escultura da Vênus de Willendorf

 

15000 - 10000

Criação de pinturas em cavernas

Migração dos Asiáticos para a América pela ponte de terra do Estreito de Bering

11500

 

Início da urbanização, invenção da escrita


 3500-3000

 
 

2610

Imhotep, primeiro artista registrado, constrói as pirâmides

 

2150

Construção do zigurate de Ur

 

2000

Stonehenge é erigida

Reinado de  Tutankhamon

1361-1352

 
Primeira Olimpíada

776

 
 

742-706

Sargão II constrói Palácio Real

 

650

Esculturas em relevo em Nínive

 

c. 650

Desenvolvimento da escultura propriamente dita

Atenienses estabelecem democracia

600

 
  500 a.C - 200 d. C.

Início de esculturas africanas

Péricles governa Atenas

450-429

 
 

448-432

Construção do Partenon

Alexandre, o Grande, conquista o mundo conhecido

332

 

Romanos constroem a primeirs estrada

312

Construção do primeiro aqueduto

 

190

Esculpida Nike of Samotrácia

 

80

Criação dos mosaicos de Pompéia

Pompéia constrói o primeiro teatro

55

 

Otávio se proclama Imperador Augusto, começo dos 150 anos da Pax-Romana

27

 

Roma incendiada. Nero é culpado

64 d.C

 

Pompéia é destruída por vulcão  

79

 

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Diadema com Serápide

Diadema provém da zona de Dush, no oásis de Kharga, onde foi erigido um templo para o culto de Ísis e Serápide na época romana. A  joia em ouro constitui, no seu estilo e na sua iconografia, um claro exemplo de produção artística helenística, já distante dos mais tradicionais modelos de representação egípcios. Em torno de uma coroa formada por uma lâmina circular estão dispostos vários grupos de folhas, alternadas em pequenas esferas de ouro, talvez imitação de brotos de flor. Esse motivo vegetal é interrompido na parte frontal do diadema por uma decoração trabalhada em relevo que revela, na escolha do tema, uma referância à cultura egípcia da época ptolemaico-romana. Abaixo de um pequeno oratório, com tímpanos e colunas de capitel coríntio, encontra-se o deus Serápide, sentado ao trono. O culto helenizado de Serápide, derivado do culto ao deus menfita Osorapis (fusão de Osiris com Ápis), foi adotado e difundido pelo faraó Ptolomeu I, provavelmente com intenção de dar um mesmo deus aos egípcios e aos gregos que viviam no Egito. Serápide representa, portanto, um deus híbrido, que reúne em si traços evidentes de diversas divindades como Osíris, Dionísio, Hades e Zeus, tornando-se ao mesmo tempo um deus funerário, taumatúrgico e ligado ao ciclo da fertilidade. Nesse diadema, Serápide aparece com os traços típicos da iconografia divina de padrão grego: uma densa barba e uma longa cabeleira e veste o manto sobre o quitão. As duas pequenas efígies sobre os capitéis nas laterais representam a deusa Ísis, outra divindade de origem egípcia que, como Serápide, foi difundida no império romano.

 

 

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Texto. Silvia Einaudi. Museu Egípcio  do Cairo

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O anão Seneb e sua família

A escultura encontrada dentro de um pequeno naos em calcário, representa a família do anão Seneb, responsável pelo guarda-roupa do faraó e adepto do culto funerário dos soberanos Quéops e Djedefra, que  são citados nas cártulas na inscrição hieroglífica. Seneb está sentado em uma espécie de banco com apoio para os pés, ao lado da esposa sacerdotisa que o abraça com carinho em um gesto que indica os cuidados da esposa em relação ao marido cujo corpo é deformado. O nanismo de Seneb, longe de ser disfarçado, é mostrado com realismo e sábio equilíbrio formal, representando o homem em posição de escriba, com os dedos curtos e a cabeça desproporcionalmente grande. Essa escolha revela-se decididamente feliz no tratamento do conjunto, pois permite colocar todo o núcleo familiar em uma moldura ideal, onde as pernas do anão são substituídas pelas imagens de seus dois filhos. As crianças, nuas e com o dedo na boca, um típico comportamento infantil, funcionam metafóricamente como o apoio ao pai, verdadeiro fulcro de toda a composição, cuja anomalia física torna-se  a inspiração para uma busca original de harmonia. O resultado final é uma obra que, graças à habilidade do escultor, emana uma atmosfera de prazerosa serenidade, claramente expressa pelo doce sorriso esboçado nos lábios da esposa, que parece tornar a deformação física de Seneb menos penosa.

Escultura de Seneb e sua família

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Texto Silvia Einaudi. Museu Egípcio Cairo.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tríade de Miquerinos

As estátuas encontradas em 1908 por George Reisner, reproduzem com leves variações o mesmo esquema iconográfico. O soberano, caminhando com imponência na posição central, é acompanhado à direita pela deusa Hathor, identificada pelo seu habitual símbolo constituído por um disco solar entre dois chifres de vaca. A deusa abraça o soberano, assim como a outra figura feminina que, devido ao estandarte com a figura de Anúbis zoomorfo colocado sobre a sua cabeça, parece ser a personificação do  XVII  nomos (província) do Alto Egito.

Tríade de Miquerinos

Ambas usam uma longa veste aderente que ressalta as formas arredondadas de seus corpos, em contraste com o físico musculoso e atlético do faraó, coberto somente pelo típico saiote shendyt plissado, que deixa à mostra as longas pernas bem torneadas. Miquerinos traz na cabeça a fusiforme coroa branca do Alto Egito e tem o queixo coberto pela barba postiça estriada, símbolo tradicional da divindade. As várias tríades representam uma repetida homenagem do soberano à deusa Hathor, particularmente venerada nas províncias das quais cada escultura traz a personificação. Supõe-se, portanto, que originariamente as tríades fossem oito, como os nomos do Alto Egito, na maior parte ligados ao culto da Hathor, e fossem destinadas a decorar outras camadas do templo.

Em cada tríade, do lado esquerdo de Miquerinos está reproduzida a personificação de uma província particular do reino, detalhe que constitui o único forte elemento de diversidade entre os vários grupos de esculturas. O rosto arredondado do soberano, como o resto da escultura, é bem polido e quase aveludado graças ao uso de uma pedra não excessivamente dura, que permite tratar com suavidade as superfícies. A expressão serena de Miquerinos é muito semelhante à das figuras femininas ao seu lado, que aparecem, porém, mais baixas que o faraó por uma questão de respeito às proporções hierarquicas.

 

Na base da tríade, diante dos pés das figuras em posição ora de caminhada, ora estática, estão gravadas algumas colunas de hieróglios. O texto na parte esquerda da escultura traz o nome do faraó, escrito dentro da cártula, seguido pelo nome da deusa Hathor, à qual está associado o epíteto de “senhora da casa do sicômoro”. Diante da personificação do nomos encontra-se, no entanto, uma declaração de oferenda por parte da província, que doa ao faraó “todas as coisas boas”.

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto. Silvia Einaudi.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Estatueta de Quéops

É certamente curioso o fato que a única imagem que chegou até nós do famoso faraó Quóps, respnsável pela construção da maior pirâmide do Egito, seja essa estatueta em marfim de dimensões reduzidas. Ela foi descoberta no início do século XX pelo arqueólogo inglês Flinders Petrie em Abido, nas proximidades do templo consagrado ao deus Osiris, protetor do além-túmulo, que naquela cidade era objeto de uma veneração especial tanto por parte dos cidadãos. Quéops, representado sentado em um trono com espaldar baixo, usa a coroa típica do Baixo Egito e segura na mão direita o mangual, símbolo do poder, enquanto a outra mão apoiada no saiote plissado. A cabeça da estaueta, encontrada por Petrie algumas semanas depois da descoberta do corpo acéfalo sobre o qual depois foi recolocada, mostra um rosto  com feições fortemente marcadas, bem distantes dos retratos idealizados típicos de outros faraós. Os olhos pequenos, o nariz achatado, a boca larga refletem talvez a real fisionomia desse soberano, cuja fama de homem cruel e perverso foi transmitida ao longo dos séculos, até na descriçãofeita pelo historiador Heródoto. A identificação da esculturs foi possível graças a um dos nomes que compunham o título do soberano, escrito na parte frontal do trono, dentro do chamado serekh.

Estatueta de Quéops

fonte: Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio Cairo. texto. Silvia Einaudi.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pompéia

À uma hora da tarde de um dia de verão, segundo a testemunha Plínio, o Jovem, o Monte Vesúvio entrou em erupção, vomitando lava e cinzas sobre as cidades de Pompéia e Herculano. Um cogumelo de nuvem negra se elevou a vinte quilômetros de altura. Ao fim do dia seguinte, uma camada de seis metros de cinza e pedra-pomes cobria os habitantes da cidade. Ficaram cobertos – esquecidos – por 1.700 anos, preservando uma incrível quantidade de artefatos, mosaicos e murais praticamente intactos.

Pompéia era uma cidade luxuosa, com uma população de 25 mil habitantes. As escavações científicas, iniciadas em meados do século XIX, revelaram não só objetos triviais como fatias de pão, peixe, ovos e nozes, mas também residências interias com pinturas de naturezas-mortas e paisagens realistas em todas as paredes. Como as casas não tinham janelas, mas se abriam para um  pátio central, os romanos antigos pintavam janelas de faz-de-conta “se abrindo” para cenas requintadas. Esse estilo de pintura em paredes abrangia desde simples imitações de mármore colorido até cenas trompe l’oeil de complexos panoramas urbanos, como se fossem vistos através das janelas imaginárias emolduradas por colunas imaginárias. Os artistas dominavam as técnicas da perspectiva e dos efeitos de luz e sombra, desconhecidos no mundo da arte.  As paredes resplandeciam com vívidos painéis em vemelho, ocre e verde.

Frisa, Vila dos Mistérios, c. 50 a. C., Pompéia

Mosaicos montados com pedacinhos de pedras coloridas, vidro ou conchas (chamadas tésseras) revestiam paredes, tetos e chão. Muitos eram figuras bastante confusas. Num deles, um olho medindo quatro centímetros foi composto com cinquenta cubinhos minúsculos. Era comum ver-se o mosaico de um cachorro nas entradas das casas, com a inscrição Cave Canem (Cuidado com o Cão).

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-Historia ao Pós-Moderno

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domingo, 20 de dezembro de 2009

O Coliseu

Quando Roma tinha um milhão de habitante, a maioria pobre, os imperadores distraíam as multidões com diversão pública em larga escala. No Coliseu, que recebeu cinquenta mil espectadores na inauguração, em 80 d. C., a arena foi inundada de água para a representação de uma batalha naval com um elenco de três mil atores.

O combate de gladiadores era muito popular, alguns entravam na arena armados com escudo, espada e elmo, enquanto outros levavam apenas rede e tridente. Os lutadores usavam luvas de couro e cerravam os punhos em volta de pequenos cilindros de ferro. Para garantir um desempenho enérgico, o combate era mortal. Escravos levando chicotes com pesos nas pontas conduziam homens e animais à arena. Num dia de espetáculo, chegavam a morrer quarenta gladiadores. Os corpos eram arrastados para fora da arena com um gancho de metal.

 

Coliseu – Roma

Espetáculos preliminares apresentavam execuções de criminosos, seguidos de lutas de homens contra animais feroses. “Elevadores” primitivos levavam centenas de leões famintos, presos em jaulas no subsolo para devorar cristãos ou escravos desarmados na arena. Lutas de homens versus ursos também eram muito apreciadas, assim como as caçadas estreladas por elefantes ou rinocerontes. Comemorando uma vitória, o imperador Trajano sacrificou 11 mil leões, leopardos, avestruzes e antílopes. Para amenizar o odor dos animais mortos, mandou escravos esparzirem perfume nos espectadores importantes e terra vermelha para disfarçar as poças de sangue.

Ainda hoje é um dos maiores edifícios do mundo em termos de volume, o Coliseu foi tão bem planejado que inspirou os projetos dos estádios atuais. O número do ingresso de cada espectador correspondia a um portão determinado, por onde entrava uma quantidade limitada de pessoas seguindo corredores e rampas. Três tipos de colunas emolduravam a estrutura de 54 metros de altura: a ordem dórica na base, a jônica no meio e a coríntia no alto – sequência típica de um edifício romano de muitos andares. O equilíbrio das colunas verticais e das faixas horizontais formadas por arcos dava unidade ao exterior, relativizando a enorme fachada numa escala mais próxima à humana. Infelizmente, a rica família romana Barberini mais tarde arrancou o mármore da fachada do estádio para usar em suas construções.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós Moderno

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Leia Também:  O legado de Roma

sábado, 19 de dezembro de 2009

Escultura Romana

Embora os romanos tivessem copiado maciçamente a estatuária grega para atender à mania de arte helênica, desenvolveram gradualmente um estilo próprio. A escultura romana em geral é mais literal. Os romanos tinham em casa máscaras mortuárias, feitas em cera, dos ancestrais. Essas imagens realísticas eram moldes totalmente factuais das feições do falecido, e essa tradição influenciou os escultores romanos.

Exceção a essa tradição era a produção em série de bustos, semelhantes a deuses, de imperadores, políticos e líderes militares, dispostos nos prédios públicos de toda a Europa, reafirmando uma presença política a milhares de quilômetros de Roma. É interessante observar que, no declínio de Roma, quando os assassinatos se tornaram o método preferido para a transferência de poder, os bustos reverteram para uma brutal honestidade. Uma estátua nada elogiosa de Caracalla revela um cruel ditador, e o retrato de Felipe, o Árabe, mostra um tirano desconfiado.

 Imperador romano Caracalla

Outra corrente importante da escultura romana foi o relevo narrativo. Painéis de figuras esculpidas representando feitos militares decoravam arcos de triunfo, sob os quais desfilavam os exércitos vitoriosos conduzindo longas filas de prisioneiros acorrentados. A Coluna de Trajano (106 – 113 d. C.) é o mais ambicioso desses monumentos. Mostra um relevo envolvendo a coluna em mais de duzentos metros de espiral ininterrrupta, comemorando massacres em mais de 150 cenas.

Coluna de Trajano. Localizada no fórum perto do monte Quirinal, a coluna tem aproximadamente 30 metros de altura mais oito metros de pedestal, perfazendo 38 metros de altura. Constituída por vinte blocos de mármore, cada um pesando 40 toneladas, e um diâmetro de quatro metros. No seu interior, uma escada em espiral com 185 degraus dá acesso à plataforma do topo, de onde se obtém uma vista periférica.

 

  Monumento Coluna de Trajano. Ao longo da coluna, figuras em baixo relevo contam a história da guerra contra os dácios, repetidas vezes.

STRICKLAND, Carol.  Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno. http://pt.wikipedia.org/wiki/Coluna_de_Trajano. acesso: 16/12/2009

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Arquitetura Romana

Além das leis, talvez a contribuição mais importante de Roma  tenha sido nas áreas de arquitetura e engenharia, Os construtores romanos não só desenvolveram o arco, a abóbada e o domo, como foram pioneiros no uso do concreto. Essas inovações provaram ser revolucionárias e permitiram, pela primeira vez, cobrir enormes espaços fechados sem a necessidade de suportes internos.

As presas de guerra tornaram Roma imensamente rica. O palácio de Nero, chamado a Casa de Ouro, com um pórtico de 1.600 metros de comprimento, foi a  mais opulenta residência da antiguidade. No salão de banquetes, um dispositivo no teto esparzia perfume sobre os convidados. O teto em domo se abria no centro para que os visitantes vissem as constelações.

Os romanos adoravam banhos e, quanto mais extravagantes, melhor. Nas imensas Termas de Caracalla (215 d. C.),  1.600 banhistas frequentavam as várias piscinas com diferentes temperaturas. Um sofisticado sistema de canalização movido a escravos aquecia as saunas a vapor e as salas de exercícios. “Temos tanto luxo, que acabaremos andando sobre pedras preciosas”, escreveu Sêneca.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Legado de Roma

Os arquitetos romanos usaram as formas gregas, mas desenvolveram novas técnicas de construção, como o arco, que abrange uma distância maior que o sistema de pilar e dintel (dois postes verticais suportando uma trave horizontal). O concreto permitiu projetos mais flexíveis, como o teto abobadado e imensas áreas circulares com teto encimado por domo. Aqui estão algumas contribuições romanas para a arquitetura.

 formas de construção

BASÍLICA, edifício, com absides semicirculares nas extremidades e altas janelas de clerestório, usado como ponto de encontro na era de Roma e amplamente imitado pelas igrejas cristãs nos templos medievais.

ABÓBADA CILÍNDRICA, arco estreito, fomando teto em semicilindro

ABÓBADA DE ARESTAS, duas abóbadas cilíndricas da mesma altura, em interseção de modo a formar um ângulo reto.

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Leia Também:     Arte Grega

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Arte Romana

FILOSOFIA: Eficiência, organização, praticidade

FORMAS DE ARTE: Mosaicos, pinturas realista em paredes, escultura cívica idealizada

EDIFÍCIO MAIS FAMOSO: Panteon

CIDADE EMBLEMA:  Roma

MODELO: Grécia

PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES: Leis, engenharia, cimento

 

 

GREGO

ROMANO

ESTRUTURA

Templos para glorificar os deuses

Prédios cívicos (fórum,termas) em honra do Império

PAREDES

De blocos de pedra

Concreto e fachada ornamental

FORMAS TÍPICAS

Retângulos, linhas retas

Círculos, linhas curvas

SISTEMAS DE SUPORTE

Pilar e dintel

Arco redondo, abóbodas

ESTILO DE COLUNA

Dórica, Jônica

Coríntia

ESCULTURA

Deuses e deusas idealizados

Seres humanos realístico, autoridades idealizadas

PINTURA

Figuras estilizadas flutuando no espaço

Imagens realísticas com perspectiva

TEMAS DA ARTE

Mitologia

Líderes cívicos, triunfo militar

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Leia Também: Grego ou Romano

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Grego ou Romano

É muito comum se confundir a arte e a arquitetura grega com a romana. Veja as diferenças abaixo:

Panteon -  Roma

O Panteon.  118 – 125 d. C., Roma. A rotunda com domo do Panteon ilustra a habilidade dos arquitetos romanos para criar espaços.

 

Partenon - Grécia

Partenon. 448 – 432 a.C., Atenas. O frontão triangular e a colunata do pórtico mostram o formato do templo grego clássico.

 

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Leia Também: Roma: Os Organizadores 

Roma: Os Organizadores

No auge do esplendor, o Império Romano estendia-se da Inglaterra ao Egito e da Espanha ao sul da Rússia. Expostos aos costumes de terras estrangeiras, os romanos absorveram elementos de culturas mais antigas – notavelmente da Grécia – e transmitiram essa mistura cultural (greco-romana) a toda a Europa Ocidental e ao Norte da África. A arte romana veio a ser a pedra fundamental da arte de todos os períodos posteriores.

No primeiro momento, os deslumbrados romanos foram engolfados pela influência grega. Seu apetite era tão intenso que chegavam galeões carregados de mármores e bronzes para adornar os fóruns romanos. Somente Nero importou quinhentos bronzes de Delfos e, quando não restavam mais originais, os artistas romanos passaram a fazer cópias. O poeta Horácio observou com ironia:

  A Grécia conquistada conquistou seu brutal conquistador”

Mais tarde,  porém, os romanos deram uma reviravolta na arte e na filosofia gregas. Fundadores do maior império de todos os tempos, acrescentaram talentos gerenciais: organização e eficiência. A arte romana menos idealizada e intelectual que a arte clássica grega; é mais secular e funcional. Enquanto os gregos brilhavam na inovação, o forte dos romanos era a administração. Por onde quer que marchassem seus generais traziam a influência civilizadora da lei e os benefícios práticos de estradas, pontes, instalações sanitárias e aquedutos.

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Arte Grega

 

IDADE DE OURO:    480 – 430 a. C.

FILOSOFIA:  Moderação em tudo

OBRA MAIS FAMOSA:  “Vitória Alada”

EDIFÍCIO MAIS FAMOSO:  Partenon

FORMA CARACTERÍSTICA: Nu Masculino

CIDADE EMBLEMA: Atenas

PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES: Democracia, Individualismo, razão

 

Estilos de Arte Grega

ARTE GEOMÉTRICA (SÉCULOS  IX – VIII a. C.), vasos ornamentados com faixas geométricas e frisos de animais e seres humanos simplificados.

ARTE ARCAICA (600 – 480 a. C.), período que inclui figuras de kouros em pedra e pintura em vasos.

KOUROS (jovem masculino nu) / KORE (moça jovem, vestida) mais antigas (625 – 480 a.C.) estátuas de figuras humanas, posição frontal, pé esquerdo avançado, punhos fechados e careta conhecida como “sorriso arcaico”

ESTILO SEVERO,  fase inicial da escultura clássica, caracterizada por expressões reservadas, distantes

ARTE CLÁSSICA (480 – 323 a. C), auge da arte e da arquitetura na Grécia, figuras idealizadas ilustram ordem e hamornia

ARTE HELÊNICA (323 – 31 a. C), estilo derivado do grego, encontrada na Ásia Menor, na Mesopotâmia, no Egito, mais medramático (como em “Laocoon”, 50 a. C) que o estilo clássico.

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Leia Também: Níveis de Desenvolvimento Estético

domingo, 13 de dezembro de 2009

Níveis de desenvolvimento Estético

Para  Abigail Housen, psicóloga americana, existe uma seqüência de níveis menos complexos para outros mais avançados, que se aproximam da leitura de imagem dos críticos, especialistas e historiadores da arte.

Veja os 5 níveis propostos por Housen:

  • Nível 1- Narrativo: Visitantes de Museus são contadores de histórias usando observações concretas, seus sentidos e associações pessoais para criar uma narrativa. As suas avaliações sobre a obra de arte são baseadas no que eles gostam e no que eles possam saber sobre a arte.  À medida que os visitantes parecem entrar na obra de arte, seus comentários são entremeados por termos emocionais, tornando-se parte do desenrolar de um drama.
  • Nível 2 - Construtivo: Os indivíduos criam uma estrutura para observar as obras de arte, usando as suas próprias percepções, conhecimento do mundo natural, valores morais e sociais e visões convencionais do mundo. Se a obra não parece ser do jeito que "deveria" (por exemplo, uma árvore ser alaranjada em vez de marrom ou se a maternidade for transposta para brigas sobre a sexualidade) então, o indivíduo julga a obra "estranha", sem valor. A habilidade, a  técnica, o trabalho árduo, a utilidade e a função não são evidentes. Respostas emocionais desaparecem à medida que os indivíduos se distanciam da obra de arte, focando só nas intenções do artista.
  • Nível 3 - Classificatório: Os indivíduos descrevem a obra usando terminologia analítica e crítica similar a dos historiadores. Eles classificam a obra  de acordo com o lugar, a escola, o estilo, o tempo e a proveniência. Eles decodificam a superfície da tela em busca de indícios, usando o seu cabedal de fatos e figuras. Uma vez separado em categorias, o indivíduo explica e racionaliza o significado e mensagem da obra.
  • Nível 4 -  Interpretativo: Os indivíduos buscam criar algum tipo de relação pessoal com a obra de arte. Eles exploram a tela, permitindo que interpretações da obra lentamente se revelam; eles apontam sutilezas da linha, forma e cor. Sentimentos e intuições precedem a percepção crítica, à medida que esses indivíduos permitem que os símbolos e significados da obra emerjam. Cada novo encontro com uma obra de arte evoca novas comparações, percepções e experiências. Eles aceitam a idéia de que o valor e identidade da obra estão sujeitos à reinterpretação, e veem uma possível interpretação passível de mudança.
  • Nivel 5 - Recriativo: Os indivíduos, depois de terem estabelecido uma longa história de observação e reflexão sobre obras de arte, estão agora prontos para suspender a incredulidade. Uma pintura  familiar é como um velho amigo - imediatamente conhecida, mas ainda cheia de surpresas, que necessita de atenção diária e plena. Em todas as amizades significativas, o tempo é um elemento chave. Conhecer a ecologia da obra - o seu tempo, a sua história, as suas questões, as suas viagens e as suas complexidades - e desenvolver a sua própria história com a obra, em particular, e com a observação, em geral, permitem a esses indivíduos combinar uma contemplação mais pessoal com uma que abarca preocupações mais universais.  Aqui a memória mistura a paisagem da pintura, combinando as visões pessoais e universais.

HOUSEN, A. The eye of the beholder: measuring aesthetic development. Trad. Denise Grinspum. Tesis doctoral inédita. Harvard Graduate School of Education, 198

IAVELBERG, Rosa. SAPIENZA TATIT, Tarcísio. ARSLAN MOURÂO, Luciana. Conviver, Arte vol. 1. Guia de Recursos Didáticos.

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Leia Também: Como apreciar um quadro

sábado, 12 de dezembro de 2009

Arquitetura Grega

Os gregos tratavam os monumentos como grandes esculturas, construídas com as mesmas normas de simetria e proporções ideais. Os ritos públicos aconteciam na frente do templo, onde as esculturas elaboradas contavam a história da deidade daquele templo. As localizações mais comuns para as esculturas eram o frontão e a frisa horizontal. No período clássico, os traços fisionômicos eram impassíveis, justificando o termo severo. A despeito dos violentos acontecimentos relatados, os rostos mostravam pouca expressão, como no templo de Zeus em Olímpia, onde  uma mulher parece perdida em pensamentos enquanto quase por acaso, afasta do seio a mão de um centauro bêbado.

As figuras esculpidas no frontão geralmente se projetam do fundo de mármore pintado em vermelho ou azul. A obsessão dos gregos com a completude e a harmonia eram de tal ordem que as costas das figuras, embora presas ao fundo, eram praticamente completas.

A expressão "ordem dórica", se refere aos componentes padronizados do templo dórico, típico da Grécia continental. A " ordem jônica" se fundiu mais nas povoações gregas da  Ásia Menor e do Egeu. A "ordem coríntia", de colunas encimadas por folhas de acanto estilizadas, se desenvolveram bem mais tarde e só passaram a ser amplamente usadas em exteriores na época dos romanos. A curva ao longo das linhas de cima de uma coluna se chamava entasis. Obedecendo a fixação dos gregos pela harmonia, essa ligeira curva transmitia um efeito mais fluído, e não rígido. Às vezes as colunas caneladas eram substituídas por figuras femininas, chamadas cariátides.

Deidade: Divindade, mulher linda.

Strickland, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Partenon

Considerado um dos mais belos e importantes edifícios de todos os tempos, o Partenon inspirou indiretamente o formato de templo do Capitólio Thomas Jefferson na Virgínia, e o revival pós moderno de elementos clássicos, como colunas e arcadas, de Michael Graves.

 

Partenon

 

Capitólio Thomas Jefferson, Virgínia, 1785-92, Richmmond, VA.

 

Clos Pegase Winery, Michael Graves, 1987, Napa Valey. CA

Strickland, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Alguns dos grandes artistas gregos

A Grécia Antiga é mais conhecida por seus filósofos: Sócrates, Platão, Aristóteles, também por seus dramaturgos Ésquilo, Aristófanes, Eurípedes, Sófocles, e matemáticos como: Euclides, Pitágoras.

Sócrates

 

Platão

Alguns grandes artistas foram:

  • Fídias: (500 - 432 a. C), o mais famoso escultor ateniense, supervisor da estatuária do Partenon e o primeiro  a usar drapeados para revelar o corpo.
  • Policleto: (ativo 450 - 420 a. C), rival de Fídias, escreveu livro sobre proporção; seu trabalho mais célebre foi a colossal estátua de Hera em Argos, em ouro e marfim.
  • Praxíteles: (ativo em meados do século IV a. C), escultor ateniense famoso pelo primeiro nu total da estátua de Afrodite; introduziu um conceito mais sensual, mais natural, da beleza física.

Strickland, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós-Moderno.

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Leia Também: Arquitetura para os Deuses

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Arquitetura para os Deuses

A cultura grega influenciou a arte e a  arquitetura de todos os períodos subseqüentes da civilização ocidental, porém mais especialmente a Renascença (quando foram redescobertas muitas obras). Nos séculos XVIII e XIX, a moda do classicismo grego se difundiu tanto que todo museu, toda academia de arte, toda universidade exibia orgulhosamente reproduções de estátuas gregas. Edifícios públicos,  como tribunais e bancos, se tornaram pseudo templos gregos.

Os arquitetos consideram o mármore branco do Partenon a expressão última da grandiosidade de Atenas. Mesmo em ruínas, domina a Acrópole. A perfeição do Partenon deve-se a desvios quase imperceptíveis das linhas retas. As colunas se inclinam ligeiramente para dentro, enquanto o entablamento e a projeção da plataforma são levemente arqueados. Esses "refinamentos", como eram chamados, curvavam a linha reta para dar a ilusão de um impulso para cima e de um suporte sólido para a massa central. Construído sem argamassa, o Partenon permaneceu relativamente intacto até 1687, quando um projétil destruiu sua parte central. Em 1801, Lord Elgin carregou a maior parte das esculturas para o British Museum, onde o poeta John Keats passava horas olhando os mármores.

Partenon

Strockland, Carol. Arte Comentada, Da Pré-História ao Pós-Moderno.

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Leia Também:  Grécia: O Zênite da Civilização Ocidental

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Esculturas: A Beleza do Corpo

 
Os gregos introduziram o nu na arte. As proporções ideais das estátuas representavam a perfeição do corpo (aparentes no desempenho atlético) e da mente (aparentes no debate intelectual). Os gregos buscavam uma síntese dos dois pólos do comportamento humano - paixão e razão - e, por meio da representação artística da forma humana frequentemente em movimento.
As estátuas gregas não eram o mármore branco que atualmente associamos à escultura clássica. O mármore era embelezado com pintura encáustica, uma mistura de pigmento em pó e cera aplicada aos cabelos, lábios, olhos e unhas das figuras. Enquanto o nu masculino sempre foi aceitável na escultura, as estátuas femininas evoluíram de totalmente vestidas para o nu sensual. Nas estátuas anteriores, as dobras e os drapeados uniam a figura num movimento ondulante. Outra inovação foi o princípio do apoio do peso, ou contrapposto, em que o peso do corpo se apóia numa das pernas e o corpo segue esse alinhamento, dando a ilusão de uma figura surpreendida no movimento.
 
 
Vitória de Samotrácia  cerca de 190 a. C. Louvre, Paris.
Projetada para frente, como se o seu avanço dependesse mais das asas do que da simples passada a Vitória (Niké) recebe de frente o vento marítimo; o leve quíton adere ao peito como uma veste. O manto que lhe cai pelas costas enrola-se nas pernas, enquanto por trás se desdobram as pontas esvoaçantes.

Juventude Eterna: Influência do Ideal Grego
Assim como a "Vitória Alada" reflete a filosofia humanista grega, as proporções ideais das estátuas clássicas influenciaram o estilo heróico do "Davi" de Michelangelo.
 
"Davi", Michelangelo 1501-4. Galleria dell' Accademia, Florença
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós Moderno. Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. texto de Elena Ginanneshi

Pintura Grega

Os gregos tinham amplo conhecimento de pintura. Segundo fontes literárias, os artistas gregos atingiram o ápice em efeitos realistas de trompe l'oeil. Suas pinturas eram tão vívidas que os pássaros bicavam as frutas pintadas nos murais. Infelizmente, essas obras não chegaram até nós, mas podemos conhecer os detalhes realísticos da pintura grega pelas figuras que adornam os objetos domésticos de cerâmica.

Pintura em cerâmica

A pintura em vasos contava histórias de deuses e heróis da mitologia grega ou narrava eventos contemporâneos, como as guerras e as festas. O mais antigo (c. 800 a. C) era chamado estilo geométrico porque as figuras e os ornamentos tinham formas basicamente geométricas. O Período Arcaico tardio foi a época áurea da pintura em cerâmica. No estilo de figura negra, adotado no final desse período, as figuras se destacavam em negro contra fundo avermelhado. O artista riscava os detalhes do desenho com uma agulha, expondo a tonalidade da argila. O estilo de figura vermelha, que teve início por volta de 530 a. C., invertia o esquema de cores. As figuras, delineadas contra o fundo negro, eram compostas pelo vermelho natural da argila com os detalhes pintados em preto.

"Dionísio no Barco", Exekias c. 550 - 521 a.C., Staatliche Antikensammlungen. Munique. Pintada no Período Arcaico, esta cena talvez seja o mais antigo exemplo em que um objeto (o barco) é representado com realismo e não de maneira estilizada.

 

"Jovem Cantando e Tocando Cítara". c.490 a. C., MMA, NY. Esta ânfora (caso com duas alças) é um exemplo do estilo figura vermelha (figura vermelha / fundo negro), em oposição ao estilo anterior, de figura negra (figura negra / fundo vermelho).

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós Moderno

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Grécia - O zênite da Civilização Ocidental

A história - alguns diriam o zênite -  da civilização ocidental começou na Grécia Antiga. Durante a breve Idade do Ouro, de 480 a 430 a. C., uma explosão de criatividade resultou em um nível de excelência sem paralelo nos campos de arte, arquitetura, poesia, drama, filosofia, governo, leis, lógica,  história e matemática. Esse período é também chamado Época de Péricles, em homenagem ao político ateniense que defendeu a democracia e estimulou o livre pensar.

A filosofia grega se resumia nas palavras de Protágoras. "o homem é a medida de todas as coisas. "Esta frase, aliada à ênfase de outros filósofos na investigação racional e no questionamento do estado de coisas, criou uma sociedade de artistas e intelectuais autônomos.

Assim como a dignidade e o valor do homem centralizavam os conceitos gregos, a figura humana era o principal motivo da arte grega. Enquanto a filosofia destacava a harmonia, a ordem e a clareza de pensamento, a arte e a arquitetura refletiam um respeito semelhante pelo equilíbrio.

 

Partenon, considerado um dos edifícios mais belos do mundo de todos os tempos

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Da Pré-História ao Pós Moderno

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Leia Também:  O Nascimento da Arte

domingo, 6 de dezembro de 2009

Colete de Tutankhamon

Uma das obras de ourivesaria mais elaboradas e suntuosas do enxoval de Tutankhamon é certamente o colete, que faz parte do traje de gala do jovem soberano. A jóia, prerrogativa de faraós e divindades, é formada por duas partes, unidas entre si com fechos que deveriam cobrir respectivamente o peito e as costas de Tutankhamon.

Colete Faraó

Sobre uma densa malha de pequenos motivos em formato de gotas, bordada em cima e embaixo com um friso geométrico em ouro e massas vítreas, estão colocadas as alças dianteiras e traseiras do colete. Elas são compostas por uma fila dupla de anéis de ouro com marchetarias centrais em cloisinné e estão ligadas, tanto na frente quanto atrás, a um colar duplo formado por elementos em massa vítrea que imitam várias camadas de pequenas pérolas tubulares e em formato de gota. Da borda inferior do colar, que provavelmente enfeitava o peito do faraó, pende um quadrado trabalhado com incrustações trait d'union com o friso na parte inferior. A cena mostra o deus Amon-Rá, que coloca em Tutankhamon o símbolo do jubileu real e o sinal da vida. O faraó, que  traz sobre si um disco solar com serpentes, é seguido por outras divindades: Atum e Iusaas. O colar dorsal do colete apresenta uma variante: as faixas que o compõem são espaçadas por um quadrado de ouro que contém a imagem de um escaravelho com asas e cauda de falcão, ladeado por duas serpentes com coroas do Baixo e do Alto Egito. Desse motivo decorativo pende uma série de correntinhas com pequenas pérolas, no fundo das quais estão colocadas pequenas flores de papoula, de lótus e umbelas de papiro.

Coleção Folha. Grandes Museus do Mundo. Museu Egípcio do Cairo. texto de Silvia Einaudi

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